Os profissionais de criatividade das agências publicitárias terão uma chance de expor seu trabalho de forma mais livre. É essa a proposta do festival CRIECURTA, promovido pela Brasileira Filmes: crie o roteiro para um curta de até 4 minutos - a única recomendação é de a história seja positiva - e envie, sob um email pseudônimo, para criecurta@brasileirafilmes até o dia 10 de outubro.
Os textos serão julgados e no dia 26 de outubro a produtora apresentará os selecionados. Os dez melhores filmes serão produzidos até o dia 24 de fevereiro de 2012 pela Brasileira, em parceria com diversas produtoras de áudio - e aí nós entramos.
O grupo L'Arpegiatta usa instrumentos inventados séculos atrás: violino, violone, teorba, alaúdes, corneto, saltério, abordados com muita musicalidade. Bela canção de Monteverdi (1567-1643), solista Phillippe Jarousky. A maneira livre de "levar"a música chega a evocar algo menos distante que o século XVII, por exemplo, coisas de Leonard Cohen, Paul Simon, etc.
Sexta-feira tem mais música no metrô Paraíso, desta vez com Roger W. Lima, Bruno Batista e Saulo Duarte e a Unidade. O Roger divulga o seu cd 8 musiquinhas e um acalanto, de 2010. Já as outras duas atrações trazem bastante influência do Nordeste, de onde vieram.
Bruno Batista, recém chegado do Rio de Janeiro (e antes, do Maranhão), lança o disco Eu Não Sei Sofrer Em Inglês, que tem participações de Zeca Baleiro, Tulipa e Marcelo Jeneci. O disco, produzido por Guilherme Kastrup e Chico Salem, promete. Saulo Duarte e a Unidade também lançam CD este ano. Vindos de Fortaleza, eles misturam carimbó, rock, jovem guarda... dá música muito brasileira.
Na última terça-feira fizemos mais uma edição do Think Tank, com a participação de Alexandre Matias (Link/Trabalho Sujo), Ronaldo Evangelista (Vitrola/Vitrola Soundsystem), Pena Schmidt (Auditório Ibirapuera), Juliano Polimeno (Phonobase) e Maurício Tagliari (YB Music). Na pauta, os temas que andam esquentando os cadernos de cultura - Bethânia, Ana, Direitos Autorais, Ecad - viraram suporte para uma análise mais aprofundada sobre o negócio da música hoje.
Discutir música hoje não é mais questão apenas estética ou social. É também política, econômica e de educação”, afirmou Pena Schmidt durante o programa. Ao debater o Spotify, a vinda do presidente Obama ao Brasil, a lei Rouanet ou a banda Restart, foi esta a questão que transpareceu: a música tem sido um dos principais intermediários culturais para pensar questões difíceis no século 21. Não que as artes e a cultura não mereçam consideração por elas mesmas - o problema é que a fase atual da economia prevê uma expansão de modelos de negócio e de jeitos de fazer política de modo muito sutil em nichos que tradicionalmente não eram explorados.
Música também se funde com cultura digital, levantando questões como as do Direito Autoral, dos Creative Commons e dos modos de compartilhamento de informação na internet. Alexandre Matias atentou para o caso de Rebecca Black, que há um mês lançou um videoclipe da música “Friday”, absolutamente óbvio e clichê, mas que atingiu marcas impressionantes no Youtube - mais de 60 milhões de views hoje. Isso porque uma empresa agenciadora de “novos talentos juvenis” viralizou o vídeo. Ele explica mais na sua última coluna no Caderno 2 do Estadão.
Há também quem esteja pensando modelos antigos para novas plataformas: o recente contrato do Ecad com o Youtube, por exemplo, pretende aplicar ao mais utilizado site de streaming e vídeos o modelo de aferição e distribuição dos direitos autorais vigente nas rádios e televisões, que não é coerente com a multiplicidade de artistas do Brasil. Ainda assim, Maurício, Ronaldo, Pena, Juliano e Matias concordam que houve uma evolução na discussão da música na internet, que está completando 10 anos. Um dos sinais dessa melhora é o surgimento do grupo da 3ª Via do Direito Autoral, que envolve músicos, produtores, jornalistas e pessoas interessadas, e pretende discutir com o governo uma forma alternativa às propostas vigentes. Além disso, a cultura digital hoje permite que os músicos mais jovens já surjam ligados às questões econômicas e políticas da sua arte, o que também caracteriza uma melhoria significativa nesses 10 anos.
Mas só adiantei o que vocês verão em breve aqui no blog e no vimeo: os vídeos do think tank!
A ideia, como dizem, é a de "produzir uma apresentação 'ao vivo' onde ela provavelmente não aconteceria - ou, se acontecesse, onde não haveria uma câmera para registrá-la". Assim, filmaram a Tulipa cantando "Às Vezes" na Augusta, que você pode assistir abaixo:
Eles também fizeram o Mamelo Sound System cantar na chuva,
E o Bruno andar entre os trilhos:
Tem também a Nina cantando na banca de flores da Dr. Arnaldo:
Neste ano, lançamos alguns dos álbuns que se destacaram na música nacional.
Nina Becker gravou os seus dois discos de estreia, Azul e Vermelho, na YB. Antes, a cantora era conhecida por fazer parte da banda Orquestra Imperial. Seus lançamentos foram eleitos por Alexandre Matias como um dos melhores discos nacionais de 2010. Nina também foi citada com o Vermelho pela lista da revista Rolling Stone como o nono melhor disco de 2010, e como o quinto pelo URBe. Guilherme Werneck, do O Estado de S.Paulo, também acitou entre uma das melhores do ano, assim como o blog Rock in Press.
Tulipa Ruiz também lançou pela primeira vez um cd, entitulado Efêmera, pelo nosso selo. A cantora paulista, que antes trabalhava com jornalismo e ilustração, foi um dos destaques da música em 2010, por aliar boas letras, sonoridade pop, leve e divertida. A revista Rolling Stone listou Efêmera como o melhor disconacional de 2010, assim como o blog Trabalho Sujo e o el Cabong, do jornalista Luciano Matos. Tulipa também foi citada pelos pernambucanos do O Grito!, pelo URBe, pelo vastíssimo Eu Ovo! (que também fez um post elegendo o Sem Nostalgia, também da YB, como o “Disco Brasileiro mais importante da década”, feito pelo baiano Lucas Santtana) e pelo blog Notas Musicais, do jornalista Mauro Ferreira.
Também estreiando, mas com uma sonoridade mais próxima do folk, a paulistana Juliana R., com cd homônimo, foi destaque na lista do Trabalho Sujo e do Rock in Press, que o descreveu como “singelo, simples e aconchegante”.
O disco Religar, também produzido pela YB, apresentou de modo mais contundente a música do paulistano Leo Cavalcanti, que já montava seu repertório desde 2007, quando tocava em festas na Vila Madalena. O cd foi citado pelo jornalista Guilherme Werneck entre os melhores álbuns do ano.
Atualizando: o Bloody Pop divulgou recentemente a sua lista de 50 melhores músicas brasileiras, e Às Vezes e Efêmera de Tulipa Ruiz foram destacadas, assim como Toc Toc e Ela Adora, de Nina Becker.
Já o blog paulistano Scream & Yell, que realiza uma super votação - nesse ano, com 95 pessoas que trabalham com cultura pop - elegeu o Azul, o Vermelho e o Efêmera entre os 25 melhores discos de 2010.
A Virada Cultural de 2009 vem aí e a YB estará presente com vários artistas importantes em nossos 10 anos de história, como Curumin, Instituto, Trio Mocotó, Comadre Fulozinha, Nação Zumbi e Clube do Balanço. A Virada Cultural acontece em São Paulo das 18h do dia 2 de maio às 18h do dia 3 de maio, sábado e domingo, respectivamente.
Veja os locais e horários dos artistas do catálogo da YB.
Largo de Santa Efigênia 01h50 - Curumin 17h20 - Comadre Fulozinha
Praça da República 12h00 - Nação Zumbi Av. Rio Branco 23h00 - Trio Mocotó 01h30 - Clube do Balanço Av. São João - Pça. Júlio Mesquita 03h00 - Tim Maia Racional (1975) - Instituto, Bnegão, Thalma e Dafé
Começa hoje a Temporada Improvisalina no Café Elétrico. Trata-se de shows improvisados de Lulina com “A maior banda do mundo”. Uma banda tão grande que inclui você, que está lendo esse email.
Basta aparecer no local, pagar a modesta entrada de 3 reais, tomar várias cervejas, escolher um ou vários instrumentos que estarão espalhados por todo o bar e tocar com a gente. Serão distribuídas letras e cifras para quem quiser participar. Todos os quatro shows da temporada serão filmados (cada um terá um repertório diferente) e quem participar de ao menos 1 deles, vai ganhar o DVD da temporada, para poder mostrar aos netos as coisas que uma pessoa bêbada, em sua mocidade, é capaz de fazer.
Para o caso do pessoal ficar tímido demais, Lulina improvisará, de qualquer forma, seu repertório de 13 músicas diferentes por show, acompanhada sempre de Leo, seu fiel monstro escudeiro.
Venha celebrar a existência das sextas-feiras em grande estilo: tocando e cantando as ironias dessa vida.
* (o show não é tardão, então podem ir no esquema happy hour, direto do trabalho... deve começar 21h)
* mais infos: http://cafeeletricobar.blogspot.com www.lulilandia.wordpress.com
Dois mil e nove chegou. Depois da Crise, Obama e Mallu Magalhães, o que nos reservará o ano que começa? Lembrando do 2008 cheio de coisas legais acontecendo aqui na YB, já sabemos: este ano será melhor ainda.
Gotas
Criando os sons para acompanhar as imagens de vídeos incríveis, a produtora YB criou trilhas para trabalhos dos mais legais. Tivemos Gotas, para a Tim, com trilha da Herbatta (que lança disco esse ano!); Goosebumps, para a Miller, com trilha do Curumin; Coca-Cola nas Olimpíadas e o Natal Turbinado da Brasil Telecom, ambas com trilhas originais criadas pelos nossos gênios secretos. E não foram só anúncios. O coletivo Instituto (que funciona em grande parte nos estúdios da YB), em 2008 fez um de seus trabalhos mais legais: trilha do seriado Alice, cheia de novas composições do grupo e faixas de ótimos novos artistas. O trabalho continua em 2009 e dá sinais de só ficar mais legal. Quer ver o vídeo da música-tema? Aqui. E uma cena favorita do público e já hit de internet? Aqui.
Alice
Falando em música, sabia que em 2009 a gravadora YB completa dez anos desde o lançamento de seu primeiro disco? Além de aproveitar o momento para reabastecer todos os ânimos, claro que é ótima desculpa para novos discos, novo site, novos vídeos, nova newsletter, novas idéias, festas, projetos e várias coisas legais que você fica sabendo na hora certa. Se em 2008 lançamos dois dos discos mais comentados e elogiados do ano - Japan Pop Show do Curumin e Baile Bass do Turbo Trio, ambos bombando nas listas de melhores do ano - 2009 não vai ficar atrás, com alguns discos especiais saindo do forno. Nina Becker, Romulo Fróes, Lulina e Bruno Morais são quatro dos primeiros, entre outros que você não perde por esperar.
Baile Bass
Aliás, todo esse papo de gravadora, mas não andam dizendo que elas estão nas últimas, pulverizando-se a cada ano, semestre, mês, semana, dia, hora? Bem, quem sofre uma lenta morte anunciada é o negócio de vender CDs da maneira como o conhecemos. Mas o fazer música só se fortalece, com novas maneiras de compor, gravar, distribuir e tocar sendo criadas diariamente. A YB é um lugar de fazer música, chame-a de produtora, gravadora, agregadora, incubadora ou confraria. E assim seguimos. Ao invés de reclamar, preferimos agir: juntamos algumas das cabeças mais bem informadas e opinadas pra pensar junto e disso nasceram os papos mensais que chamamos de Think Tank, debates sobre o futuro da música. Quer ver? Clique aqui e vá seguindo os links.